Festival Y#4

Festival Y#4

A quarta edição do Festival Yfestival internacional de artes performativas, é para nós extremamente significativa: primeiro porque conseguimos atingir o objetivo de ter um espaço de programação que se aproxima das rupturas e da contaminação entre o teatro, a dança, as artes plásticas e a música. 

Segundo porque podemos dizer que hoje a região tem um festival dedicado ao cruzamento das artes contemporâneas, que permite juntamente com as nossas criações e produções ter um movimento contínuo das artes performativas. 

Em terceiro lugar porque o Festival veio unir culturalmente as quatro cidades mais importantes da Beira Interior, união que vai para além do conjunto de espectáculos, pois traduz o esforço de todas as partes envolvidas para unir sensibilidades. 

Em quarto lugar porque, através essencialmente da Íris – Associação Sul Europeia para a Criação Contemporânea – da qual a Quarta Parede faz parte, valorizamos a região com a divulgação através das cerca de 50 estruturas nos quatro países [Portugal, Espanha, França e Itália] que dela fazem parte. 

O festival Y está sujeito a limitações tanto logísticas [a mais flagrante é a falta de uma sala devidamente equipada na Covilhã] como financeiras, o que obrigou a um trabalho árduo na escolha das estruturas participantes, no entanto pensamos que o conjunto de projectos reunidos para este festival traduzem as novas linguagens das artes performativas, que são ao mesmo tempo as linhas que aprofundam as relações artísticas que identificam a atividade da Quarta Parede.

Rui Sena, diretor artístico

Programa

Quinteto Esartango accordion-plus accordion-minus

The Ever Coming - Cosmophonia

13.abr. 21h30 . Teatro Municipal da Covilhã

 

Se pudéssemos desenhar a Cosmophonia proposta por Dada Garbeck, é possível que coincidisse com o padrão do tecido do cosmos. A música, curiosamente, parece ser simultaneamente a causa e o efeito de tudo, parece tecer os nós essenciais e invisíveis do mundo, ao mesmo tempo que é a sua manifestação, como se um criador criasse a criatura que o cria a ele. Uma ideia de Cosmophonia é a possibilidade de, ao ouvir, criar.

 

Sintetizadores e Voz Dada Garbeck | Voz Alexandra Saldanha e Filipa Torres | Saxofone Alto João Mortágua | Trompete Pedro Jerónimo | Baixo Nuno Duarte | Bateria Pedro Gonçalves Oliveira

 

60 min . M/6 . música

Quarta Parede accordion-plus accordion-minus

Lar doce lar

6, 8, 12.out.  21h30 . Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

30 e 31.out. 21h30 . Cine-Teatro Avenida . Castelo Branco

 

Objetos. O tempo não passa. Eles esperam pacientemente. O olhar. O toque. Um sentido mais desperto. Que diz o seu silêncio estático. Esperam e não esperam. Estão e deixam-se estar, deixam-se fazer e acontecer. Olhar o objeto. Vê-lo como coisa só e mais nada. Sentir em potencia tudo o que esconde guarda. O objeto fala por si. Deixamos que os objetos falassem, nos contassem. Respondemos-lhe em movimentos, a fragilidade da vida latente. Falamos também com eles e contamos-lhes de nós. Destas efabulações surgiram visões/alusões de todos os dias, ora amargas ora doces. 

 

Concepção Jeannine Trévidic | Criação e interpretação Jeannin Trévidic e Sílvia Ferreira | Direção cénica e desenho de luz Bruno Cintra | Banda sonora e operador de som e luz Defski | Fotografia de cartaz Jeannine Trévidic | Confecção de guarda-roupa Rosa Fazendeiro | Produção Rui Sena e Celina Gonçalves | Assistente de produção Filipa Costa | Coprodução ESART/Quarta Parede

 

40 min . M/16 . teatro de objetos

Kubik accordion-plus accordion-minus

Un chien andalou - musicado ao vivo

7.out. 21h30 . Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

 

Kubik é um projeto de música eletrónica feita de contrastes, fusões, estilhaços e experimentalismos. Conceitos como reciclagem e montagem de referências estéticas são também abordagens possíveis para o universo musical delirante de Kubik. Os seus discos “Oblique Musique” (2001) e “Metamorphosia” (2005) foram considerados, pela comunicação social, como dos melhores e mais surpreendentes discos nacionais desses anos. Tem também criações musicais para teatro, cinema e vídeo. Kubik musicou o filme mudo “Un Chien Andalou” (1929) de Luís Buñuel e Salvador Dali, marco essencial do cinema surrealista e vanguardista da segunda década do século XX. Este filme foi considerado como um dos mais subversivos e provocadores da história do cinema: liberdade criativa, imagens rebuscadas e provocação surrealista preenchem os requisitos deste filme. A atuação de Kubik integrada no Festival Y é um misto de concerto baseado nos discos e na projecção vídeo do filme “Un Chien Andalou” musicado ao vivo. 

 

50 min . M/16 .  música/vídeo

Telmo Martins accordion-plus accordion-minus

Utensílios do Amor

8.out. 22h30 . Café-concerto do Teatro das Beiras . Covilhã

 

E se, de repente, todos os pequenos ódios que foste semeando ao longo do tempo te explodissem na cara? “Utensílios do Amor” é uma curta-metragem sobre um casal que o vai sendo e outro que deixa de o ser. A vida em comum tem dessas coisas: sem te dares conta, passaste o tempo a construir um muro entre ti e a outra pessoa - e basta um pontapé para ela cair sobre ti. Penélope não suporta mais as demoras de Ulisses. Para ele, podem ter sido só alguns minutos ou horas, mas, para ela, são já séculos inteiros de espera. Entretanto, um outro casal, Hugo e Maria, demoram-se para um jantar. Ele mais do que ela, obviamente: é raro haver mais do que um culpado nestas coisas. Penélope pode sonhar acordada ou acordar para a vida,

lavar os pratos ou partir a loiça, consentir ou ripostar. O que vai escolher Penélope? Margarida Vila-Nova é Penélope, Luís Dias é Ulisses e Maria João Pinho é Maria, num filme que conta ainda com as participações de João Heitor e Raquel Carrilho. Um filme português à americana? Não, só um filme feito para quem gosta de filmes. Algo de novo, portanto.

 

Filme de Telmo Martins | Música Paulo Lorga 

 

20 min . cinema 

Pierre Bastien accordion-plus accordion-minus

Mecanoid

9.out. 21h30 . Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

 

Membro do prestigiado grupo Rephlex dirigido por Aphex Twin, Pierre Bastien desenvolveu uma carreira original de investigador, poeta e músico internacional. Dá vida, em 1986 àquele que será o centro gravitacional de todo o seu trabalho: o Mecanium, junção de instrumentos tradicionais ativados mecanicamente e misturados com instrumentos “reais” para produzir uma música sensual e evocativa.

 

60 min . todos os públicos . música

Barba Azul accordion-plus accordion-minus

[homem-legenda]

10.out. 21h30 . Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

 

[homem-legenda] é um one man show com um Homem e uma Legenda que interagem entre si e com o espetador, dramatizando conflitos num ensaio acerca de autoconhecimento e identidade. Um espectáculo divertido, provocador, subtil, irónico e exorcizante. Um ator personagem que pensa: quem sou? Até onde é possível conhecer-me? Tudo se resume ao sexo e à infância? E se fosse possível aceder ao meu inconsciente? Eu sou o que quero ser ou o que é socialmente suposto que eu seja? Sou eu “tudo” sob determinado ponto de vista? O que é que o meu exterior revela do meu interior? A minha “alma gémea” é-me semelhante ou oposta? Porque me minto a mim mesmo? Porque não me assumo? Tenho que pedir desculpa pelo que inevitavelmente sou? E se fosse possível deitar cá para fora, de uma vez por todas, tudo o que me vai na cabeça?

 

Direção artística Pedro Gil | Cocriação Diogo Mesquita e Pedro Gil | Interpretação Pedro Carmo | Produção Ana Pereira | Concepção plástica Pedro Silva | Som Sérgio Milhano | Assistência de direção Rosinda Costa | Design gráfico André Lima | Produção Fundação Calouste Gulbenkian/Programa Criatividade e Criação Artística | Apoio Lugar Comum e Clube Português Artes e Ideias

 

60 min . M/16 . performance

Miguel Bonneville accordion-plus accordion-minus

Miguel Bonneville #1

11.out. 21h30 . Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

 

Ela espera que alguma coisa aconteça. E quando se espera, perdemo-nos em pensamentos e imagens, em espaços. Imaginamo-nos. Entramos nos pormenores. Deixamo-nos ir sem consciência. E depois voltamos. Aborrecemo-nos de morte, desejamos morrer. Esperamos. Sem saber pelo quê, por vezes. Ela é o momento em que a corda parte. Ele não consegue morrer por causa disso.

 

Concepção e interpretação Miguel Bonneville | Assistência Sofia Arriscado

 

30 min . M/12 . performance

Francisco Camacho accordion-plus accordion-minus

Coup d’État

13.out. 21h30 . Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

 

Coup d’état tem origem no convite a Francisco Camacho para criar uma peça a ser apresentada na edição do Festival W.A.Y. de 2006 que teve como tema “A Minha Casa”. A deriva exploratória do tema proposto concretizou-se neste espectáculo que tem continuado a desenvolver desde essa primeira apresentação e que marca o regresso do coreógrafo e intérprete ao registo do solo, tal como o foram as suas criações iniciais que lhe lograram uma carreira internacional. Em coup d’état, o corpo habita um espaço delimitado, estando no início oculto. As toalhas brancas que o tapam vão criando formas e volumes, através da movimentação do corpo. Na brancura do espaço são introduzidas cores diferentes por via da presença de outros objetos. A proposta assenta na procura de diferentes configurações físicas de um corpo em contexto, situadas num processo de construção de uma privacidade com exposição pública. Ao público é possibilitado um olhar sobre uma intimidade que não o é verdadeiramente. 

 

Direção e interpretação Francisco Camacho | Vídeo Helena Inverno | Luzes Nuno Patinho | Produção EIRA | Coprodução Jangada de Pedra, Citemor e EIRA

 

53 min . M/12 . dança

Patrick Murys accordion-plus accordion-minus

Paisagens em Trânsito

14.out. 21h30 . Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

 

O espaço vazio, no início, vai-se enchendo e transforma-se ao longo da história. Delimitado por um círculo onde se representa a vida do homem. Uma sala de espera para almas em passagem, em trânsito. Paisagem em trânsito é um espetáculo de teatro visual onde um ator, uma marioneta e sete malas se encontram para nos levar numa viagem sensitiva sobre a condição humana  e o seus limites. Personagens e situações cruzam-se nestas paisagens. Sempre em trânsito. Sem nunca parar.

 

Encenação Patrick Murys | Criação sonora Isabelle Fuchs | Construção de marioneta Géraldine Bonneton | Assistência de encenação Sophie Brenas | Desenho de luz Jean-Luc Gros | Intérprete Patrick Murys | Texto extracto “Théatre decompose ou l’homme-poubelle”: l’homme dans le cercle de Matei Visniec | Coprodução Ócios e Ofícios e Association Inti

 

60 min . M/14 . teatro visual

Mala Voadora accordion-plus accordion-minus

Philatelie

14.out. 21h30 . A Moagem . Fundão

 

Em Philatelie, pessoas das mais diferentes origens e personalidades reúnem-se na emoção comum de decifrar, conhecer e classificar os selos da sua coleção particular. Estudam-nos ao detalhe: o formato, o assunto, as peças. Perfeitamente classificada, a diversidade infinita; as particularidades e especificidades de cada um, o carimbo. Apreciá-los nos mais pequenos pormenores, fazer, de cada um, um espaço íntimo de procura e revelação. Os detalhes contam enormemente em Philatelie (desde que o valor artístico e comercial do selo o justifiquem). Pormenores quase invisíveis, algumas das vezes. Prémios escondidos para os mais obsessivos. A lupa é o piloto desta viagem por ínfimos mistérios.

 

Conceção dramatúrgica/cénica Jorge Andrade | Interpretação Jorge Andrade, Miguel Rocha e Sérgio Delgado | Seleção de selos/contextualização histórica Ana Simões | Texto Miguel Rocha | Desenho de som Sérgio Delgado

 

30 min . M/12 . performance/multimédia

María Jerez accordion-plus accordion-minus

El caso del espectador

14.out. 21h30 . Teatro Municipal da Guarda

 

Com este trabalho pretendo analisar o ponto de vista do espetador e o poder que a representação, a ficção e o virtuosismo têm sobre os nossos mecanismos de percepção. Graças à dissociação do meu corpo posso apresentar ações e imagens duplas, que me permitem propor, em direto, dois tempos narrativos simultâneos: o cénico e o cinematográfico. Estes dois tempos narrativos vão-se entrelaçando cada vez mais, como acontece com as bonecas russas. Fragmentação do corpo, multiplicidade de personagens e duplas ações. O dispositivo criado é um buraco negro, um nó cego, um tempo morto que me permite jogar com o que o espectador vê e não vê.

 

Realização e interpretação María Jerez | Assistente técnico Gonzalo Montón | Figurinos Hannah Sjödin | Coprodução MUGATXOAN 2004-Arteleku Gipuzkoako, Fórum Aldundia e Fundação de Serralves | Com a colaboração da Aula de Danza de la Universidad de Alcalá de Henares

 

45 min . todos os públicos . performance

Centro de Pedagogia e Animação CBB accordion-plus accordion-minus

Exposição Candeeiros de Emoções 

18 a 27.out. A Moagem . Fundão

 

Candeeiros de Emoções é uma exposição constituída por pequenos Teatros de Luz em que as personagens são pequenas fotografias que nos contam inúmeras histórias. É também uma experiência em que a dança, a fotografia e as artes plásticas comungam em harmonia provocando o olhar e a sensibilidade do espectador pequeno e grande. É uma exposição para se ver sozinho ou acompanhado por um ou dois dos artistas que a realizou, que pode ser coreógrafo, bailarino, fotógrafo ou artista plástico. Esta última opção poderá ser muito divertida se, de Olhos Fechados, nos deixarmos guiar através do movimento espirálico do Búzio e pairar suspensos sobre a Praia de Acrobatas, se aproveitarmos o rodar do Globo, ao som da voz da D. Rita, e ainda, se participarmos numa festa de Personagens, sem temer os Grifos, e se descermos ao mundo nocturno dos Pesadelos. Candeeiros de Emoções é o resultado de uma residência artística dirigida por Agnés Desfosses, com duas coreógrafas, Aldara Bizarro e Ainhoa Vidal, dois fotógrafos, António Rebolo e Mário Rainha Campos e uma artista plástica, Teresa Caria. Este trabalho teve ainda a colaboração de cerca de 200 pessoas, meninos, artistas e outras pessoas, através da sua participação em oficinas de dança para fotografar.

 

Produção Centro de Pedagogia e Animação - Centro Cultural de Belém | Coprodução Acta (França) | Circulação Jangada de Pedra

João Paulo Santos accordion-plus accordion-minus

O Último Momento - Peut-être

19.out. 21h30 . Teatro Municipal da Guarda

 

Música acústica ou eletrónica? Corpo real ou virtual? O vídeo e o eletrónico enganam os sentidos, inversão da atração terrestre, multiplicação dos intérpretes através da imagem e do som. Ouvir um som e não saber de onde vem, ver uma imagem e não acreditar no que vê, mas no entanto a história passa e no final pouco resta, apenas lembranças. Exprimir sentimentos através de movimentos, sem que a proeza tenha o papel principal, mas sim, a beleza «ephémora».

 

Criação e interpretação João Paulo Pereira dos Santos (mastro chinês e vídeo), Guillaume Dutrieux (música) | Luz, vídeo e figurinos Pedro Alexandre Pereira dos Santos | Criação de luz Marc Moureaux

 

45 min . M/5 . novo circo

Debate “O espaço do espetador” com Stefano Casi accordion-plus accordion-minus

21.out. 21h30 . Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

 

Stefano Casi é diretor artístico do centro internacional Teatri di Vita, em Bolonha. É jornalista, autor de vários livros, entre os quais “Os teatros de Pasolini” (Ubulibri, 2005), e é professor no Departamento de espectáculo da Universidade de Bolonha. Desde 1997 o Teatri di Vita lançou uma série de iniciativas para procurar novas formas de relacionamento com o público. Esta experiência é uma exposição com o mesmo nome do teatro: Centro para a Experimentação do Espetador. O Teatro, propriedade da Comuna de Bolonha, situado dentro de um parque citadino, cria espetáculos e filmes do diretor Andrea Adriático, e produz espetáculos internacionais de teatro e dança. Por outro lado tem tido em cada ano diversas propostas didácticas de teatro e dança.

Olga Mesa accordion-plus accordion-minus

Daisy Planet

21.out. 21h30 . A Moagem . Fundão

 

Olga Mesa criou “Daisy Planet” para o X Festival Alternativa realizado em 1999 em Madrid, no contexto do programa “Cartas de Amor”. O tema sugerido, o Amor,  ganhou forma numa dramaturgia que, pela primeira vez no trabalho de Olga Mesa, incorpora o texto com o trabalho coreográfico. Não se baseia numa sobreposição, mas na forma como o texto se pode adaptar a partir do corpo, agindo ele mesmo sobre o corpo. 

A ironia está na relação subentendida entre o corpo que se expõe ou não e o seu sentido. Nesta peça, o artista visual Daniel Miracle, colaborador de Olga Mesa desde estO NO eS MI CuerpO (1996), criou o protótipo Neokinok.TV, para acrescentar uma nova dimensão ao espaço cénico. Um espaço problemático, onde os jogos de desdobramento entre a ficção e a realidade, o tempo registado do vídeo e o real da ação intervêm na memória do espetador. 

Arte amoral, amor de um trabalho, de um objeto ou de uma ideia “Daisy Planet” é uma carta de amor-ficção, a ideia que o amor é como um corpo presente, duplicado, íntimo e constantemente exposto. O amor como um organismo, uma máquina de desejos, um permanente estado de admiração. Uma evolução que trespassa a carne para alcançar um estado de informação pura.

 

Coreografia e interpretação Olga Mesa | Protótipo Neokinok.TV Daniel Miracle | Luz, som e vídeo Daniel Miracle | Figurinos Bernardino Cervigón | Textos para (não) serem escutados Dorion Sagan (biosferas), Kafka e Olga Mesa | Música Chopin, Juluki e Dgm | Produção Olga Mesa | Apoio Station de métro “Cuzco”, Madrid | Fotografia Daniel Miracle e Isabel Mestre

 

45 min . todos os públicos . performance

Filipa Francisco & Idoia Zabaleta accordion-plus accordion-minus

Dueto

27.out. 21h30 . Teatro Municipal da Guarda

 

Entre Agosto 2005 e Junho 2006, Filipa e Idoia criaram uma peça para o corpo, na sua relação com a escrita, o território e a ausência. Durante 11 meses, as coreógrafas desenvolveram um processo de comunicação à distância, através de cartas, como forma de entrar no imaginário uma da outra. Todo este processo desenvolveu-se na forma helicoidal do ADN - dois espirais entrelaçados. Na fase final do projeto, Filipa e Idoia apresentarão uma peça que procura ocupar o lugar entre os dois solos diferentes, numa reflexão sobre a possibilidade de afetar não só o imaginário da outra pessoa, mas também a sua fisicalidade. Sobre a (im)possibilidade de se tornar outro.

 

Concepção e interpretação Filipa Francisco e Idoia Zabaleta | Música original Vítor Rua | Documentação vídeo João Pinto | Espaço cénico e guarda-roupa Carlota Lagido | Desenho gráfico Borja Ramos | Produção executiva Mafalda Ferreira | Produção Alkantara (Lisboa), Panorama Rio Dança (Rio de Janeiro), Encontros 2005-2006 | Coprodução Jangada de Pedra, Quarta Parede/Festival Y e Festival Circular Residência Centa

 

50 min . M/12 . performance

Sonia Gomez accordion-plus accordion-minus

Mi madre y yo

28. out. 21h30 . A Moagem . Fundão

 

Há uma fotografia na casa de banho em que eu e a minha mãe estamos deitadas no chão, é uma projeção numa parede branca. Entro no espaço e depois entra a minha mãe, que se coloca ao meu lado, estamos as duas juntas, uma ao lado da outra. Fazemos movimentos para mostrar as nossas diferenças e semelhanças anatómicas. A minha mãe transforma-se na Tina Turner e mais tarde na Nina Juggen. Ouve-se Kraftwerk e explico à minha mãe uma cena que vivi um dia dentro de um táxi com essa música. 

A minha mãe não conhece Kraftwerk, não sabe se gosta ou não. Põe-se a olhar para a televisão e deixa-se dormir, a fingir claro. Eu dispo-me e quando ela abre os olhos encontra-me assim desamparada e diz-me: Sonia, isto é demasiado dramático, veste-te minha filha. Depois fazemos outras tolices, como tentar tourear de verdade, falar aos berros e intercalar datas com vivências tão diferentes em lugares tão próximos. A certa altura propomo-nos a matar um animal porque temos fome e ainda para mais a minha mãe sabe fazê-lo, coisa que eu não sei. Ponho-me a dançar de maneira louca para tirar o tigre. Fazemos mais tolices e já está.

 

Intérpretes Rosa Vicente e Sonia Gómez | Música Beach Boys, Tina Turner, Janette, Mysterymen, Kraftwerk, Plastikmen | Texto Sonia Gómez | Vídeo Txalo Toloza e Paula Vasquez | Produção M.O.M/El Vivero

 

50 min . M/14 . performance

Ateliers accordion-plus accordion-minus

Candeeiros de Emoções - pequeninas histórias que pensam e dançam

18 a 20.out. A Moagem . Fundão

Orientado por Ainhoa Vidal . a partir dos 3 anos

 

Gosto de dançar com histórias. Histórias que desta vez vêm da visão e das palavras de candeeiros com muiiiitos pequeninos homens a dançar. Gosto de pensar que a dança não são só movimentos que surgem do corpo, mas também movimentos que surgem da vontade das pessoas e não só! Gosto da dança que cria histórias em cada movimento. É justamente sobre isso, sobre a criação duma história que nos faz mexer, dançar, sorrir, saltar, pensar, brincar, ouvir, uma grande dança com muitas outras lá dentro. Vamos!?

 

Dança da Luz

23 a 27.out. A Moagem . Fundão

Orientado por Aldara Bizarro . todos os públicos

 

Vamos explorar a exposição procurando aquilo que cada postura corporal das pessoas representadas nas fotografias nos conta, recorrendo à imitação e à recriação de novas formas, completando, por imagens, uma história imaginária. Depois, vamos criar uma dança de formas e de posturas corporais com alterações sucessivas. Esta dança percorre, ao som de uma música, os espaços onde se realiza a oficina, desenhando percursos redondos, espirálicos e serpentínicos, projetando, com a ajuda de pequenas lanternas, imagens na parede.

 

ConTApetes atelier

18 e 19.nov. Covilhã

Orientado por Nuno Coelho e Luís Correia Carmelo

* destinado a mediadores de leituras

 

Um conTApete é um tapete confeccionado exclusivamente em tecido. É concebido a partir de um livro, correspondendo-lhe ao nível do estilo de ilustração e da estrutura narrativa. Um conTApete é sempre um tapete e um livro. O conTApete é um espaço organizado, uma porção do mundo em miniatura feita de tecido, material tão próximo da criança, associado ao conforto da cama, do colo do adulto afetivamente significativo para a criança, da roupa que aquece e protege. E cada conTApete é a promessa de uma história a descobrir no livro que o acompanha. Esta promessa de descoberta permite promover a relação criança/livro/adulto: ela cria, na criança, o desejo de ler e oferece, ao adulto, um meio de conduzir a criança na aprendizagem das potencialidades da linguagem oral e escrita, de mediar a relação da criança com o objeto livro e com a leitura. Os ConTApetes (nome original: racontetapis) foram uma ideia de Clothilde Fougeray Hammam, educadora de infância francesa, que desejava criar um instrumento lúdico de mediação da leitura. Foi o seu filho, Eric-Tarak Hammam, quem continuou o seu trabalho e que transmitiu essa técnica a Nuno Coelho e Luís Correia Carmelo da Trimagisto.

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