Festival Y#21
Imaginámos este FESTIVAL Y#21 como um sismograma que alerta para movimentos intensos no solo da atualidade. As suas linhas, desenhadas através das linguagens emergentes das artes performativas e dos cruzamentos disciplinares, convocam para a ação e o pensamento sobre questões sensíveis deste presente que partilhamos.
Entre 20 de março e 14 de junho, o Y liga as cidades da Covilhã, Castelo Branco, Belmonte e Fundão, através de espetáculos, residências artísticas e ações de mediação, em sala e ao ar livre.
Ao longo do festival, enquanto ação satélite, o COMUM com Claudia Galhós, expande as dimensões artísticas, políticas e sociais da programação para além dos tempos e espaços de pesquisa e apresentação, através de conversas desempoeiradas e em proximidade geradoras de cumplicidade, problematização e partilha.
Programa
Mano a Mano
Trilogia das Sombras
30.mar. 21h30 . Teatro Municipal da Covilhã
A obra de Lourdes Castro é o ponto de partida para o novo espetáculo de Mano a Mano com cenário concebido pelo Ponto Atelier e um 3º elemento, Tiago Martins, que a partir do Teatro das Sombras de LC, interage com a música dos Manos. Este 5º disco, composto por música original, é inspirado em 3 momentos da obra e vida de LC: o início na sua terra natal, a Madeira, a emigração e o regresso à ilha, às raízes e ao seu jardim. O uso das guitarras e cordofones tradicionais da Madeira, dão vida a mais uma etapa dos Manos.
Guitarra André Santos e Bruno Santos Teatro de sombras Tiago Martins
60 min . M/6 . música
4 ABR – Comunidade de Espetadores | conversa após espetáculo
Aura
Trans*Performatividade
25.mar. 21h30 . Teatro das Beiras | Covilhã
“Trans*Performatividade” é um projeto que consiste na transposição de vivências trans* para práticas contemporâneas que fundem meios audiovisuais e performances coletivas.
O movimento representa subjetivamente processos de transformação e metamorfose, cenografia propõe um espaço inovador e seguro, os figurinos tecem a identidade individual e coletiva e o desenho de luz dá visibilidade a questões subre-presentadas, permitindo que a audiência percecione, compreenda e participe livremente.
Direção artística Aura Interpretação Aura, Eríc Amorim dos Santos, Mia Brandão, Nara António e Tiago Aires Lêdo Direção de cena e Cenografia Hugo Veiga Som Diana XL Vídeo e Fotografia Sofia Calvet, Connor Newson/Lavanda Films UK Apoio à criação Ana Rocha, André E. Teodósio, Mercedes Quijada, Mickaël de Oliveira, P. Feijó, Pedro Barreiro, Xavier de Sousa Produção Asterisco
60 min . M/12 . performance/dança
Y Criadores Emergentes
Atividade satélite: COMUM – Conversa pós-espetáculo mediada por Claudia Galhós
Jonas&Lander
Cascas d'OvO
02. abril . 21h30 . Fábrica da Criatividade | Castelo Branco
Cascas d’OvO nasceu da necessidade de explorar uma comunicação telepática sobre-humana, enquanto expoente máximo da conexão relacional de um casal. Cascas d’OvO oferece a experiência de uma nova dimensão de diálogo, onde se repensam as relações sociais e as suas formas de expressão: o teatro como microcosmos da sociedade que submerge o público no silêncio e na música de corpos que comunicam.
31 MAR – 01 ABR WORKSHOP PARA PARTICIPAÇÃO NO ESPETÁCULO
O espetáculo incluiu a participação de voluntários locais. A preparação deste contributo foi feita através de um workshop de movimento, orientado por Lander Patrick, através do qual se experimentaram técnicas, ferramentas e processos utilizados pelos intérpretes ao longo do processo de criação.
Conceito e Coreografia Jonas&Lander Interpretação Lander Patrick e Lewis Seivwright Desenho de luz Lander Patrick e Rui Daniel Operação de luz Bruno Santos Casa de Produção Associação Cultural Sinistra Direção de produção Nuno Eusébio Gestão administrativa e Financeira Patrícia Duarte Assistente de produção Sara Alexandra Difusão Inês Le Gué
45 min . M/12 . dança
Atividade satélite: COMUM – Conversa pós-espetáculo mediada por Claudia Galhós
Magda&Miguel F
Não Tenho Terra Nos Sapatos (Tenho um chão cheio de pixels mortos que não consigo varrer para debaixo das minhas pernas de sofá)
09. abri . 21h30 . Cine-Teatro Avenida | Castelo Branco
À procura da nossa própria voz, deambulamos entre a fragilidade dos afetos, privacidade, intimidade e um labiríntico capitalismo tecnológico, manipulador e ultra vigilante. Esta performance cruza linguagens da dança e artes visuais, recorrendo a experiências generativas com modelos de IA e composição em tempo real. Um olhar sobre a condição humana num tempo onde a sua própria sobrevivência deixou de ser um cenário futurista. Hoje, não temos terra nos sapatos, só um chão cheio de pixels mortos que não conseguimos varrer para debaixo das nossas pernas de sofá.
Direção, Coreografia, Cenografia, Performance Magda Direção, Cenografia e Videoarte Miguel F Música e apoio à criação Tiago Rosendo Desenho de luz Francisco Campos e Renato Marinho – NovaLux Coletivo Figurino Conceição Cardoso Margarida Magalhães Produção executiva Belisa Branças Olhar externo e apoio à criação Jo Castro Documentação vídeo e fotografia Mário J
50 min . M/6 . performance/dança
Y Criadores Emergentes
Keli Freitas
Volta Para a Tua Terra
17 . abril . 21h30 . Teatro Municipal da Covilhã
O que é ser cidadão, cidadã? Pertencer a uma terra e apenas nela ter o direito a exercer a sua cidadania? Onde fica a “minha” terra? E a “tua” terra, onde é? Quem tem o poder de definir onde é a terra de alguém? É possível localizar o começo de alguma história? Nesta peça autobiográfica, Keli Freitas, artista brasileira residente em Portugal, vai em busca do rasto da sua bisavó portuguesa, ao mesmo tempo que refaz a sua própria trajetória como imigrante. Divide o palco com Gigi – que a recebeu no primeiro dia que aqui chegou. Ao tentarem refazer as suas genealogias, escrevem a sua história do presente.
Dramaturgia e Direção Keli Freitas Interpretação Ana Gigi e Keli Freitas Apoio à criação Atena Barbosa e Mariana Ricardo Cenografia e Figurinos Elsa Romero e Manu Curtiss Desenho e Operação de luz Ariene Godoy Operação de som Isaac Veloso Produção executiva Maria Tsukamoto
90 min . M/12 . teatro
Atividade satélite: COMUM – Conversa mediada por Claudia Galhós
Igor Calonge
Née
09.mai. 21h30 . Moagem | Fundão
Née é uma obra que comove, enraíza o humano, acaricia a solidão, estratifica a perda, acompanha a desilusão, emancipa o desencanto, revigora a ausência, luta pelo amor, sustenta a magia, espanta demônios, humaniza o inanimado, regressa do escuro, esforça-se.
Narrado na primeira pessoa, reflexivo e transformador. Née é um trabalho a solo, e surge para poder narrar-se. Na profundidade das camadas narrativas de Née, habitam diferentes acontecimentos reais que desencadearam formas criativas cénicas.
Interpretação Igor Calonge Assistente de direção Gabriel F. Assistente de coreografia David Candela Desenho de luz Sergio García Figurinos Xabier Mujika Cenografia Igor Calonge Distribuição Beatriz Churruca Produção Beatriz Churruca Direção Igor Calonge
53 min . M/16 . dança
AO OUTRO LADO/AL OTRO LADO
Atividade satélite: COMUM – Conversa pós-espetáculo mediada por Claudia Galhós
François Chaignaud | Dançando Com a Diferença
Blasons
17 . mai. 21h30 . Teatro Municipal da Covilhã
Esses brazões - dedicados à garganta, ao lábio, à sobrancelha, ao pé ou ao mamilo – deram depois origem aos contrabrasões, seus homólogos satíricos e críticos.
O corpo do outro – o corpo do brasonado – torna-se campo de observação – divisível e apropriável. Com os artistas da Dançando com a Diferença, comprometemo-nos a recuperar esta dinâmica do brasão – e revertê-la.
Coreografia e Direção François Chaignaud Elenco Bárbara Matos, Bernardo Graça, Joana Caetano, Mariana Tembe, Milton Branco, Sara Rebolo, Sofia Marote, Telmo Ferreira Desenho de luz Abigail Fowler Desenho de figurino Henrique Teixeira Responsável técnico Anatol Waschke Apoio na montagem Milton Branco e Nuno Simões Assistente de figurinos Isabel Teixeira
25-35 min . M/6 . dança
O Festival Y#21 acolheu uma sessão dupla com dois espetáculos do coletivo Dançando com a Diferença: Blasons, de François Chaignaud e Doesdicon, de Tânia Carvalho.
Dançando com a Diferença
Direção artística Henrique Amoedo Coordenador geral do Dançando com a Diferença / Viseu Ricardo Meireles Produção executiva Nuno Simões Produção Beatriz Barros Administração Cláudia Nunes Difusão Marco de Barros
Tânia Carvalho | Dançando Com a Diferença
Doesdicon
17 . mai. 21h30 . Teatro Municipal da Covilhã
Composição para desenhar movimentos fixos, não rígidos. Trabalho dos contrastes rítmicos do corpo em deslocamento ou não. Uma pessoa passa… Mas não. São mais pessoas. Uma aqui, outra ali. O que é isso? Não estava ali antes. Ou estava? Estava fixo em um lugar e eu não tinha visto antes. Movimentos fixos são então liberados. Não contra esses mesmos movimentos. Não para apagá-los, mas para estendê-los.
Coreografia e Direção Tânia Carvalho Elenco Bernardo Graça, Diogo Freitas, Isabel Teixeira, Joana Caetano, Maria João Pereira, Luís Guerra, Sara Rebolo e Telmo Ferreira Música Diogo Alvim Voz Tânia Carvalho, baseada em Lumi potete Piangere, de Giovanni Legrenzi Figurinos Aleksandar Protic Desenho de luz Tânia Carvalho e Maurício Freitas Responsável técnico Anatol Waschke Apoio na montagem Milton Branco e Nuno Simões Assistente de figurinos Isabel Teixeira
45 min . M/6 . dança
O Festival Y#21 acolheu uma sessão dupla com dois espetáculos do coletivo Dançando com a Diferença: Blasons, de François Chaignaud e Doesdicon, de Tânia Carvalho.
Dançando com a Diferença
Direção artística Henrique Amoedo Coordenador geral do Dançando com a Diferença / Viseu Ricardo Meireles Produção executiva Nuno Simões Produção Beatriz Barros Administração Cláudia Nunes Difusão Marco de Barros
Anabela Almeida
A Outra Casa da Praia
24. mai. 16h00 e 21h30 . Teatro das Beiras | Covilhã
A OUTRA CASA DA PRAIA é um diário coletivo de um grupo de mulheres que nasceram em Portugal na década de 40 e emigraram para Moçambique na década de 60. Um relato que evoca a esfera familiar, o ambiente de quotidiano que estas mulheres construíram na cidade de Nampula para onde emigraram muito jovens; as relações parentais e familiares que estabeleceram, o trabalho que desenvolveram. Acompanha, ainda, o regresso/retorno a Portugal, após o 25 de Abril no contexto mais alargado de um país que não estava preparado para a chegada de tantos retornados.
Direção artística e interpretação Anabela Almeida Texto Anabela Almeida, Judite Canha Fernandes e Alfredo Martins Cocriação Alfredo Martins Cenografia Pedro Azevedo Figurinos José António Tenente Desenho de luz Joana Mário Operação de luz Ana Luísa Novais Desenho de som e música original João Bento Entrevistas Anabela Almeida Gravações em Moçambique João Bento
teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser
70 min . M/12 . teatro
Piny
.G RITO
29. mai . 21h30 . Teatro Municipal da Covilhã
.G
RITO
GRITO
A nossa ancestralidade é futuro e presente, e somos muitos corpos em relações densas, intensas, eróticas, irmãs. Quem são as mulheres que nos antecederam? As que nos habitam? Que prazeres tiveram? Que traumas? Que liberdade? Que voz?
Existe uma anulação do tempo linear, do espaço concreto, e este grito é dado numa narrativa desalinhada mas precisa, sem geografia mas com as geografias das nossas histórias. Das avós, mães e nós próprias, filhas de uma história que tem de ser reescrita, porque quem a contou não tinha a verdade, apenas o poder.
Conceito, Coreografia e Direção artística Piny Interpretação e Cocriação de movimento Aina Lanas, Catarina Ribeiro, Leo Soulflow, Lúcia Afonso, Piny, Victória Bemfica Participação nas residências Adrielle Mendes a.k.a ‘Nala’, Julianne Casabalis, Maria Antunes, Monaxi e Vânia Vaz Doutel Sonoplastia e live act Carincur Design de iluminação Carolina Caramelo Direção técnica e operação de luz Ana Carocinho Figurinos Louise L’Amour, Veronique Divine, Piny Produção Joana Costa Santos
70 min . M/14 . dança
Atividades satélite: COMUM – Conversa pós-espetáculo mediada por Claudia Galhós
PLURAL – Oficina Dentro do .G Rito com Piny
Réptil
ROMARIA
14 . jun. 18h30 . Castelo | Belmonte
Partindo dos conhecimentos adquiridos com diferentes grupos e associações ligadas à tradição e aos costumes, de diferentes territórios nacionais, nasce o projeto ROMARIA, que resulta num espetáculo de rua sobre tradições populares, onde o passado e o presente se fundem na descoberta de possíveis paralelismos e transformações.
Cocriação e Interpretação Luís Duarte Moreira & Mara Nunes Direção musical Mara Nunes Figurinos Cláudia Ribeiro Conceito e Apoio dramatúrgico Filipe Moreira Vídeo documental Cláudia Almeida Fotografia de cena Miguel F, Patrícia Sousa Videografia Miguel F Direção técnica e Operação de som Fábio Ferreira Assessoria de imprensa Catarina Labau, Nuno Sá Lourenço Produção executiva Luísa Teixeira Produção RÉPTIL Artes Performativas Coprodução Festival Y – Quarta Parede, Teatro-Cine de Gouveia
50 min . M/6 . teatro-música
Nelson D'Aires | Amarelo Silvestre
Diário de Uma República III - Habitação
17-23 . mar. Covilhã
“Diário de uma República” é um projeto de teatro e fotografia, uma reflexão artística sobre o que vão sendo as pessoas e as paisagens de Portugal entre 2020 e 2030 da companhia de teatro Amarelo Silvestre, com fotografias de Augusto Brázio e Nelson d’Aires.
Os espetáculos já estreados neste âmbito dedicaram um olhar particular à Justiça e ao Trabalho. A próxima estreia terá a Habitação como referência.
O Festival Y#21 acolhe este projeto através da recolha fotográfica de Nelson D’Aires no concelho da Covilhã.
Residência Artística
Atividades satélite: COMUM – Conversa mediada por Claudia Galhós
Filipe Moreira | INVESTIGAÇÃO VENTILAÇÃO
Investigação - Ventilação
20 . mar - 07 . jun . Penhas da Saúde
INVESTIGAÇÃO-VENTILAÇÃO é uma nova proposta do Festival Y que valoriza dimensões menos visíveis da criação artística como a reflexão, a pesquisa e a experimentação, convidando um/a artista para, ao longo do festival, estar em pensamento-ação sobre o seu trabalho e em relação com o património natural e humano da Serra da Estrela. Filipe Moreira, criador multidisciplinar, coreógrafo, cantautor, intérprete de teatro e de dança, é o convidado desta primeira edição. No final da residência realiza-se uma partilha pública sem formato pré-estabelecido.
Residência Artística
Atividades satélite: COMUM – Conversa mediada por Claudia Galhós
PLURAL – IMPROLOOP com Filipe Moreira
Y CRIADORES EMERGENTES
Open Call
20 . mar . - 14 . jun . Online
Y Criadores Emergentes OPEN CALL 2025 dirigiu-se a artistas da área das artes performativas (cruzamentos, dança, novo circo, performance e teatro) com um máximo de 2 criações próprias em contexto profissional. Concretizou-se na seleção de dois espetáculos para integrarem a programação do Festival Y#22 – festival de artes performativas 2026.
Dar espaço e visibilidade à criação artística emergente e apostar na qualidade das obras são os objetivos que se perseguem, desejando contribuir para a afirmação e circulação do trabalho de artistas em início de carreira.
As candidaturas decorreram de 20 de março a 14 de junho de 2025.













