Festival Y#16

Festival Y#16

Agora que falamos de territórios de baixa densidade…é precisamente numa dessas regiões que acontece um dos festivais de artes performativas mais antigos do interior e do país, o Festival Y

É com o desejo de fazer o melhor para a região que partimos para cada edição, na tentativa de quebrar fronteiras que o próprio país criou. Voltamos a trazer novos criadores, a provocar novos cruzamentos e a provocar os diversos públicos para novos desafios, sempre com o objetivo de mostrar as mais recentes criações nacionais ou estrangeiras. Renovamos a programação ao apresentar estruturas e criadores que pela primeira vez estão na região, devido às cumplicidades que criámos, das quais um bom exemplo é o Citemor-Festival de Montemor-o-Velho e a La Fundición de Bilbau. 

Com esta última, é novamente possível ligar este território ao País Basco através do projeto Do outro lado/Al otro lado que permite a circulação de criadores portugueses e bascos. essa cumplicidade que nos une ao longo dos anos a outros palcos da região – e aqui é justo mencionar a parceria com o Cine-Teatro Avenida em Castelo Branco – e que nos permite contrariar a ideia de que nada acontece nos “tais territórios” onde se pagam as portagens mais caras do país.

Apresentamos também dois eixos de programação e criação que complementam o trabalho iniciado com o Festival Y#16 e que são o Em Trânsito – Y a caminho do Y – artes performativas para novos públicos e o Y Públicos 2020 -Eixo de Programação Artístico-Pedagógica. É por estas razões que resistimos e também porque acreditamos que o futuro dará uma imagem mais nítida do trabalho que os profissionais das artes performativas têm desenvolvido ao longo de anos neste território, para o qual parece que só agora o país acordou.

Rui Sena

Programa

Concerto Budda Power Blues accordion-plus accordion-minus

19.jun. 21h30 . Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

 

Considerados a melhor e mais importante banda de Blues nacional, os Budda Power Blues têm em Budda Guedes a figura mais notória do género em Portugal. Com o trio como formação, são reconhecidos por frequentemente juntarem 3 vozes à guitarra, baixo e bateria, oferecendo uma massa sonora pouco habitual nesta formação. O trio conta concertos no Blues Garage, Cotai Jazz & Blues fest, Blue Balls Festival, Lusitainian Blues Night Aalt Stadhaus, entre outros. Se tivéssemos que resumir um concerto de Budda Power Blues numa frase diríamos que se trata de um espetáculo de Blues do séc. XXI bem condimentado com todas as origens do estilo e onde o entretenimento anda lado a lado com a mestria dos instrumentos e arranjos.

 

Voz e guitarras Budda Guedes | Bateria Nico Guedes | Baixo Carl Minnemann

 

75 min . M/6 . música/blues

Lígia Soares accordion-plus accordion-minus

Cinderela

26.jun. 21h30 . Cine-Teatro Avenida . Castelo Branco

 

Um homem e uma mulher entram em cena e aproximam-se um do outro dispondo-se com cuidado e técnica numa pose romântica que se estende a toda a duração do espetáculo. Com o intuito de criar uma metáfora em torno dos contos de fadas que povoam o imaginário de todos nós, Lígia Soares apresenta Cinderela. Uma peça de teatro que se assume como um diálogo sobre o amor romântico que, na resistência à mudança de posição, revela uma analogia à imobilidade social.

Os atores Crista Alfaiate e Cláudio da Silva representam em palco uma Cinderela e um príncipe dos tempos modernos, um casal atingido por um conflito latente, decorrente das assimetrias dos seus estratos sociais.

 

Direção e texto Lígia Soares | Cocriação e interpretação Cláudio da Silva e Crista Alfaiate | Música e apoio à dramaturgia Mariana Ricardo | Cenário Henrique Ralheta | Luz Rui Monteiro | Assistência de ensaios Mia Tomé | Coprodução Teatro Municipal São Luiz, Teatro Municipal do Porto-Rivoli, Teatro Aveirense e Teatro Viriato | Apoio O Espaço do Tempo, Companhia Olga Roriz e Polo Cultural das Gaivotas/CML

 

60 min . M/12 . teatro

Formiga Atómica accordion-plus accordion-minus

A caminhada dos elefantes

6.jul. 17h30 .  Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

 

Este espetáculo conta a história de um homem e de uma manada de elefantes. Quando o homem morre, os elefantes fazem uma caminhada misteriosa a sua casa, para lhe prestar uma última homenagem: não era um homem qualquer, era um deles.

A Caminhada dos Elefantes é sobre a existência, a vida e a morte, e o caminho que todos temos de fazer, um dia, para nos despedirmos de alguém. Um espetáculo que reflete sobre o fim, que é um mistério para todos nós, crianças ou adultos.

O projeto contemplou um extenso trabalho de pesquisa junto de cerca de 200 crianças, com idades entre os 6 e os 10 anos.

 

Encenação Miguel Fragata | Texto Inês Barahona | Interpretação Miguel Fragata | Cenografia e figurinos Maria João Castelo | Música Fernando Mota | Luz José Álvaro Correia | Direção técnica Pedro Machado | Apoio à dramaturgia Madalena Paiva Gomes (Psicologia) e Elvira Leite (Pedagogia) | Consultoria artística Giacomo Scalisi, Catarina Requeijo e Isabel Minhós Martins | Produção Clara Antunes e Luna Rebelo/Formiga Atómica | Coprodução Formiga Atómica, Artemrede, Centro Cultural Vila Flor, Maria Matos Teatro Municipal e Teatro Viriato 

 

50 min . M/6 . teatro

PIA - Projetos de Intervenção Artística accordion-plus accordion-minus

O2 [Oxygen]

12.jul. 22h . Campo Mártires da Pátria (Devesa) . Castelo Branco

 

“Num futuro frágil e incerto, emerge um mundo entorpecido pela desenfreada modernização, suspenso pelas poucas memórias que ainda ecoam em corpos resilientes na procura incessante do elemento vital que lhes suporta a vida.”

Uma performance que, através das linguagens do Teatro Físico e das Formas Animadas, convida o espectador a uma reflexão sobre como poderia sobreviver uma sociedade, onde a tecnologia desvanece as relações humanas e o acesso ao oxigénio se torna um luxo.

 

Autoria, encenação, direção artística e plástica Pedro Leal | Direção de produção e audiovisuais Helena Oliveira | Formas Animadas/Conceção Plástica Pedro Leal | Sonoplastia, equipa técnica e construção Álvaro Presumido | Performers Ana Andrade, Helena Oliveira, Manuel Amarelo, Mafalda Cabral, Pedro Leal e Tiago Augusto | Produção PIA - Projetos de Intervenção Artística CRL | Parceiros Long Fung Drama Club (Macau) | Apoio à criação Instituto Cultural de Macau, Fundação de Macau e Fundação Oriente | Apoio à criação Fundação GDA

 

50 min . M/7 . artes de rua

Joana Gama & Luís Fernandes accordion-plus accordion-minus

Residência artística

20 a 24.jul. Covilhã

 

A convite da Quarta Parede, Joana Gama e Luís Fernandes propõe-se a voltar à composição de música em duo. Em contexto de residência artística o duo dedicar-se-á a compor novo material a partir da experiência acumulada nas diversas colaborações levadas a cabo nos últimos 4 anos. Em dezembro (data a anunciar), será ainda realizado um concerto dirigido ao público em geral e uma sessão educativa, dirigida aos alunos da EPABI, composta por um miniconcerto e uma sessão de esclarecimento sobre técnicas e processos de composição utilizados durante a semana.

 

Piano Joana Gama | Eletrónica Luís Fernandes

Ignasi Duarte com Gonçalo M. Tavares accordion-plus accordion-minus

Conversas fictícias

05.ago. 21h30 . Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

 

O artista Ignasi Duarte interroga em cena Gonçalo M. Tavares mediante perguntas que o escritor formulou a personagens das suas obras. Conversas fictícias é um exercício de apropriação literária cuja finalidade não é representar ou adaptar um texto à cena, mas obter um novo relato a partir da própria literatura, dos seus restos. Uma abordagem que revela a natureza do projeto como um instrumento de criação em si mesmo.

 

Ideia, guião e direção Ignasi Duarte | Intérpretes Gonçalo M. Tavares e Ignasi Duarte | Produção Vasco Neves/Citemor - Festival Montemor-o-Velho

 

60 min . M/12 . cruzamentos

Nerea Martinez accordion-plus accordion-minus

Biraka

19.set. 21h30 . Auditório Teatro das Beiras . Covilhã

Integrado no projeto Do outro lado/Al otro lado com La Fundición-Bilbao

 

Biraka é um desafio pessoal, um desejo de investigar a minha memória e fazer uma viagem entre o corpo que eu fui e o que sou. Uma homenagem às minhas raízes.

A peça indaga as conexões entre a dança tradicional Basca e a dança contemporânea, reunindo os dois mundos. Estabelece um diálogo coreográfico com a Cultura Basca a partir de uma linguagem contemporânea, reinventando elementos da tradição. A Txalaparta, um instrumento de percussão, imbui o trabalho de caráter Basco e oferece contemporaneidade pelas suas propriedades atonais e pela sua capacidade de inovação e experimentação.

 

Conceito, direção e interpretação Nerea Martínez | Direção de cena Matxalen Bilbao | Coreografia Nerea Martínez e Matxalen Bilbao | Música Argibel Euba e Eneko Uribe | Figurinos Mónica Lavandera | Cenografia Babel Studio | Fotografia Borja Preciado e Jesús Robisco | Vídeo Borja Preciado | Luz Zigor Gorostiola | Produção Mar Mar | Design gráfico Peru Isasi | Projeto com residência de criação La Fundición, L’animal a l’esquena, Espacio Espiral, Arragua Lekeitio, BaratzaAretoa e Urduliz Kultur Etxea | Com o apoio de Eusko Jaurlaritza (Kultura Saila), BilbaoEszena e La Fundición

 

50 min . M/10 . dança

Joana Gama & Luís Fernandes accordion-plus accordion-minus

Masterclass 

10.dez. 14h30 . Auditório EPABI

Dirigida aos estudantes da EPABI, a sessão contempla técnicas e processos de composição.

 

Concerto

11.dez. 19h00 . Auditório EPABI

Concerto com composições inéditas, criadas a partir da residência artística realizada no mês de julho na EPABI. O trabalho espelha a continuação da procura de uma linguagem singular na relação entre o piano e a eletrónica, na qual ambos são geradores de material harmónico, melódico e textural.

 

Piano Joana Gama | Eletrónica Luís Fernandes

 

50 min. M/6 . música

 

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