NotíciasFestival Y#21 – festival de artes performativas

Festival Y#21 – festival de artes performativas

Imaginámos este FESTIVAL Y#21 como um sismograma que alerta para movimentos intensos no solo da atualidade. As suas linhas, desenhadas através das linguagens emergentes das artes performativas e dos cruzamentos disciplinares, convocam para a ação e o pensamento sobre questões sensíveis deste presente que partilhamos.

Entre 20 de março e 14 de junho, o Y liga Covilhã, Castelo Branco, Belmonte e Fundão, através de espetáculos, residências artísticas e ações de mediação, em sala e ao ar livre. Iniciamos com TRILOGIA DAS SOMBRAS dos músicos Mano a Mano, um espetáculo que une artes plásticas, jazz, instrumentos tradicionais e performance, inspirado na vida e obra de Lourdes Castro. CASCAS D’OVO, de Jonas&Lander, interpela-nos sobre o diálogo na intimidade. Esta que é primeira peça da reconhecida dupla da dança portuguesa, será antecedida por uma oficina com os coreógrafos para pessoas de todas as idades e dirigida à participação no espetáculo. Em .G RITO, de Piny, uma obra no feminino, interseccional, “corpos não conformados e não formatados” ritualizam e reivindicam ancestralidades que são presente e futuro. Com NÉE, o coreógrafo e bailarino basco Igor Calonge, co-move-nos para um solo a partir de um lugar de vulnerabilidade. Dançando com a Diferença traz-nos a sua reivindicação pela conquista da diversidade humana no universo artístico profissional com duas visões estéticas de sublime valor artístico e desafiadoras da não normatividade, BLASONS de François Chaignaud e DOESDICON de Tânia Carvalho.

Trazemos ainda à discussão o racismo e a narrativa histórica associadas à migração e ao colonialismo, com as peças VOLTA PARA A TUA TERRA de Keli Freitas e A OUTRA CASA DA PRAIA de Anabela Almeida (o outro lado de A CASA DA PRAIA apresentada no Y#20).  Depois da passagem pelo Paul, levamos ROMARIA da Réptil a Belmonte, uma peça de teatro-música sobre tradições populares e suas atualizações.

Numa postura de problematização sobre o que é um festival e as lógicas de poder de quem programa, apresentamos duas peças selecionadas através da OPEN CALL Y CRIADORES EMERGENTES 2024. TRANS*PERFORMATIVIDADE de Aura, um projeto ativista que transpõe vivências trans* para práticas contemporâneas. E NÃO TENHO TERRA NOS SAPATOS de Magda e Miguel F. um espetáculo que nos confronta com os impactos coletivos e relacionais da manipulação mediática, da inteligência artificial e das redes sociais.

Ao longo do festival, a 1ª edição da RESIDÊNCIA ARTÍSTICA DE INVESTIGAÇÃO-VENTILAÇÃO convida Filipe Moreira, artista multidisciplinar, para estar em pensamento-ação sobre o seu trabalho e em relação com o património natural e humano da Serra da Estrela. Também em residência, recebemos o fotógrafo Nelson d’Aires, com o projeto DIÁRIO DE UMA REPÚBLICA III, da Amarelo Silvestre, sobre a crise da habitação. Enquanto ação satélite, o COMUM com Claudia Galhós, expande as dimensões artísticas, políticas e sociais da programação para além dos tempos e espaços de pesquisa e apresentação, através de conversas desempoeiradas e em proximidade geradoras de cumplicidade, problematização e partilha.

Os bilhetes para os espetáculos podem ser adquiridos através da Ticketline, Worten, bilheteira do TMC~, Teatro das Beiras, Cine-Teatro Avenida, Fábrica da Criatividade e A Moagem. 

O espetáculo Romaria é de acesso gratuito. 

Conhece toda a programação aqui

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